Ver Deus é um sinal de sanidade.

A alma nobre e delicada, ainda que a mais simples, desde que possua uma fina sensibilidade, vê Deus em tudo, encontra-O em toda parte, sabe encontrar a Deus até debaixo das coisas mais obscuras.

Santa Faustina.

Essas sábias palavras de Santa Faustina, descrevem a pessoa que não se afastou da sua sensibilidade, do seu afeto original que brota em nossos corações desde o primeiro minuto de nossas vidas.  É a pessoa, que soube controlar o seu orgulho diante de Deus, e conseguiu com esforço próprio, se manter ligado ao afeto divino. É uma pessoa que se alimenta da percepção de Deus, e nota com facilidade a sua ação Dele nas coisas que foram criadas por Ele. Ama os animais, as crianças, os deveres e até os sofrimentos, pois percebe com muita nitidez que tudo isso surge de uma fonte de muito amor, e ao lutar para se aproximar dela, meditar sobre ela e cultuá-la, quem sai ganhando é ela mesma. Então a pessoa que se envolve em uma atitude de submissão a uma vontade maior, se esforça para se diminuir, se enriquece espiritualmente em grande proporção. Ela se torna mais feliz, aguenta os sofrimentos com maior tolerância, equilibra seus pensamentos, tem onde se apoiar quando se sente enfraquecida, se livre das fobias, maus pensamentos, angústias e tudo isso aumenta em muito sua felicidade, mesmo que no mundo material não seja favorecida.

Mas o que Santa Faustina não percebeu, é que o ser humano pode tomar uma atitude oposta a essa descrita acima. A pessoa entra em uma atitude de extremo orgulho, e  começa a ter uma atitude de rejeição direta à percepção de Deus nas coisas. Para ela ter essa atitude,  necessita entrar em uma atitude de negação da realidade, pois a nossa psique é dotada dessa capacidade automática de reconhecer Deus.

O problema é que essa percepção nem sempre se traduz em pensamentos. Nossa percepção se situa entre a pura inspiração, onde não envolve os pensamentos até chegar em pensamentos puros. Como a pessoa se esforça para negar essa percepção,  começa a criar uma tensão muito grande dentro dela. É como se ela vivesse em um esforço permanente para não perceber, e acaba  atacando essa percepção em tudo em que ela a identifica. Essa atitude é chamada de inveja de Deus, pois inveja vem de invedere, que é não ver, e inveja de Deus, é não querer enxergar Deus. Essa é a falsa Ira, é aquela que dirigimos contra Deus, e não contro o mal.

Um exemplo claro e fácil para enxergar essa atitude, é quando a pessoa é confrontada com seus problemas. Ou ela chora, ou se enraivece, ou se faz de bobo ou desinteressada. Mas toma essa atitude, por ter que ver que quando ela percebe seus erros, automaticamente tem de admitir que existe o certo, e acaba tendo uma percepção direta de Deus. Foi daí que alguns psicanalistas começaram a achar que bastava mostra os problemas para as pessoas e forçá-las a admitir seus problemas, que a pessoa automaticamente melhoraria. Mas é somente uma ilusão, pois no começo até percebe os seus problemas, mas com o tempo, a pessoa começa a criar novas defesas contra essas percepções levando esse tipo de tratamento ao fracasso. Ela começa a intelectualizar essas percepções, o que com o tempo, acabam tendo um efeito contrário, levando a pessoa a se afastar da verdadeira percepção dos próprios defeitos. Isso só se consegue agindo, mas agindo no sentido espiritual, com orações, eucaristia, confissão e principalmente traduzindo tudo isso em boas ações.

Todas essas atitudes, criam uma culpa muito grande em nosso interior que só nos livramos através da confissão de nossos erros diante Dele. Nossa Senhora disse que a culpa só é diminuída através da confissão, por isso, para atingirmos um equilíbrio, necessitamos dessa prática.

 

Não podemos nos esquecer que a maior oração que podemos fazer a Deus é a atitude amorosa, e a maior ação que podemos fazer nessa Terra, é a adoração a Deus. Um não se desvincula do outro. Se você quer viver uma vida boa, aprenda a fazer o bem e aprenda a adorar Deus.

 

 

 

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